Guaíra debate estratégias para acolhimento de moradores de rua

sexta, 20 de fevereiro de 2026

Representantes da ACIAG, comércio, forças de segurança e o poder público reuniram-se para alinhar ações, visando solucionar conflitos entre a população vulnerável e os estabelecimentos locais.

A Associação Comercial e Empresarial de Guaíra (ACIAG) reuniu diretores, comerciantes e autoridades de segurança na última quinta-feira para debater a permanência de pessoas em vulnerabilidade nas ruas. O encontro ocorreu na sede da entidade e contou com a presença do prefeito Gileade Osti, além de equipes da Assistência Social. Segundo os organizadores, a reunião buscou conciliar as demandas do setor produtivo com o suporte humanitário necessário aos cidadãos.

Durante a audiência, o prefeito Gileade apresentou um projeto de contratação de empresa especializada para o acolhimento e encaminhamento de dependentes químicos que vivem nas vias públicas. Conforme o plano municipal, o foco principal será o tratamento em clínicas adequadas para promover a reinserção social desses indivíduos. Para a gestão municipal, essa medida visa oferecer uma alternativa digna para quem enfrenta transtornos psiquiátricos e associados ao uso de substâncias ilícitas.

Representantes da Secretaria de Ação Social ressaltaram que o monitoramento dos casos já ocorre de forma contínua no município. A pasta esclareceu que a legislação brasileira protege os direitos individuais, impedindo a retirada compulsória de pessoas das ruas sem amparo legal específico. Segundo os técnicos sociais, as internações dependem majoritariamente da vontade do indivíduo ou de seus familiares, respeitando-se sempre a autonomia e as liberdades fundamentais.

Os participantes discutiram a particularidade de Guaíra como cidade fronteiriça, o que facilita o fluxo constante de populações em trânsito pela região. De acordo com levantamentos apresentados na reunião, o número de moradores locais fixos em situação de rua é considerado reduzido pelas autoridades. A maior parte do contingente identificado pertence à população flutuante, que permanece temporariamente no município antes de seguir viagem para outras localidades brasileiras ou vizinhas.

Empresários locais manifestaram preocupação com o desconforto gerado pela presença constante de grupos em frente aos pontos comerciais da cidade. Segundo os relatos colhidos pela ACIAG, essa situação tem afastado clientes e causado insegurança entre os lojistas durante o horário de expediente. Diante disso, a associação estuda lançar uma campanha interna para orientar seus membros sobre como proceder e registrar boletins de ocorrência eletrônicos em casos de conflitos.

A Polícia Militar reforçou que o registro formal de ocorrências é essencial para a elaboração de mapas de criminalidade e direcionamento de rondas. Segundo os oficiais presentes, a população deve utilizar o telefone 181 para denúncias anônimas, garantindo o sigilo total do denunciante durante o processo. As forças de segurança planejam intensificar o patrulhamento em áreas críticas, como a região do Posto Sete Quedas, onde o problema é mais constante, e prédios públicos que estejam desocupados.

Para a presidente da ACIAG, Sabrina Aquino, o objetivo central da entidade é buscar o equilíbrio entre a atividade econômica e a responsabilidade social humana. Ela destacou que o tema é complexo e exige um diálogo permanente entre o poder público, a polícia e a sociedade civil organizada. Conforme a dirigente, a prioridade é minimizar os impactos negativos no comércio, garantindo simultaneamente que os vulneráveis recebam atendimento e novas oportunidades.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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